Uber mostra como capitalismo ajuda mais do que governos na preservação do meio ambiente

//Uber mostra como capitalismo ajuda mais do que governos na preservação do meio ambiente

Uber mostra como capitalismo ajuda mais do que governos na preservação do meio ambiente

Por Beatriz Nóbrega*

É comum a crença de que o capitalismo seja um modelo econômico que antagoniza a sustentabilidade, o meio ambiente e a preservação ambiental. Nesse sentido, governos assumiram papel cada vez maior, incluindo tratar fauna e flora como bens públicos. Mas a prática não é satisfatória. Um exemplo foi a contaminação por óleo que atingiu centenas de localidades no país: mesmo passados meses, ainda não houve resposta eficiente de qualquer órgão estatal.

O desastre ambiental está destruindo a paisagem, a economia local e a biodiversidade de dezenas de praias, manguezais e outros ecossistemas ao longo da costa brasileira. Enquanto isso, integrantes do próprio governo brasileiro utilizaram informações falsas a fim de minimizar a negligência estatal diante do caso.

Políticos estão preocupados em criar CPIs para discutir a origem do óleo e ganhar holofotes, além de cultuar guerras de narrativas. Controle de danos, responsabilizações e ressarcimentos? Nadinha. O estado não parece realmente preocupado em cuidar do meio ambiente, e sua atuação se mostra pouco efetiva.

Uber, Capitalismo e Meio Ambiente

Longe dos gabinetes e salas de comissões, vemos a busca efetiva de soluções surgindo pelas mãos de indivíduos, organizações e empresas. O mais novo exemplo de iniciativa a ser apreciada é da Uber.

O edital “Nordeste em Movimento” destina R$ 200 mil para patrocinar projetos com foco em conservação e recuperação ambiental e na geração de oportunidades econômicas das áreas prejudicadas pelo óleo.

No ponto de vista pró-liberdade, o projeto da dona do aplicativo de caronas merece uma série de destaques, como os listados abaixo:

  • Preocupação social, mas também econômica:

É um projeto que não busca ser meramente assistencialista diante do desastre ambiental. Ele premiará em R$ 50.000,00 projetos que gerem oportunidades econômicas para as populações, como as de pescadores que tiveram suas atividades produtivas comprometidas.

  • Estímulo à livre iniciativa e aos indivíduos:

O projeto chama pessoas comuns e organizações externas à própria Uber para se tornarem protagonistas na resolução dos problemas sociais.

  • Ajuda a desconstruir a falsa afirmação de que capitalismo e causa ambiental não andam juntos:

Essa é uma narrativa que prospera em parte da sociedade e que precisa ser desconstruída. Assim como a Uber destina dezenas de milhares de reais às praias brasileiras, gigantes como Google, Apple, Microsoft, entre outras, se mantiveram fiéis às metas de redução de carbono do Acordo de Paris. Sem entrar no mérito do tratado, a ação dessas grandes corporações é simbólica diante do fato do governo americano ter deixado de ser signatário.

A sustentabilidade na preservação e uso dos recursos é primordial à sobrevivência, no longo prazo, de um modelo de livre mercado. A inovação, a tecnologia e as próprias necessidades de mercado já fazem mais pelo meio ambiente do que governos.

  • Muito além de edital para ajudar praias do nordeste

A Uber já anunciou projeto para estimular a adoção de carros elétricos. A primeira cidade escolhida foi Londres, onde haverá a opção pelo aplicativo de carros dessa modalidade. Os planos preveem que até 2025 a frota totalmente elétrica esteja funcionando na cidade.

Esse modelo será exportado para o restante do mundo com o tempo, dentro do compromisso e propósito da Uber de cuidar e preservar o meio ambiente.

  • O Engajamento Cívico:

Talvez você não seja familiarizado com o termo grassroots, mas ele é um dos grandes responsáveis pela difusão da liberdade no Brasil.

Organizações como o Students For Liberty, o Movimento Brasil Livre e o LIVRES são, por exemplo, grassroots movements, ou, em português, movimentos de base. Ao estimular a criação de projetos que sigam esse modelo, a Uber faz com que pessoas, uma vez organizadas em torno de algo, passem a descobrir o poder que tem nas mãos: seja de pressionar governos ou empresas, mas o de buscar também mudar a opinião pública acerca de um tema.

Àqueles que tenham um projeto que possa se adequar ao edital da Uber, as inscrições de projetos para o Nordeste em Movimento serão aceitas até dia 1º de dezembro. É uma boa chance de mostrar que indivíduos e a livre iniciativa são os mais capazes de solucionar problemas como o desastre ambiental das praias do Nordeste – e tudo mais aquilo que quiserem.

*Beatriz Nóbrega é consultora política do Ideias Radicais

Gostou do artigo? Então apoie o Ideias Radicais! Apoiadores recebem vários benefícios, entre eles uma carta mensal sobre o que o Ideias Radicais está fazendo, além de webinars com a equipe.

Por | 2019-12-20T15:32:14-03:00 19/11/2019|Libertarianismo|Comentários desativados em Uber mostra como capitalismo ajuda mais do que governos na preservação do meio ambiente