17 fatos sobre a Reunificação da Alemanha

//17 fatos sobre a Reunificação da Alemanha

17 fatos sobre a Reunificação da Alemanha

Em 9 de novembro de 1989, dois anos após o discurso histórico do presidente Ronald Reagan, implorando ao secretário-geral soviético Mikhail Gorbachev que “derrubasse este muro”, o Muro de Berlim caiu. Ao longo de um fim de semana, mais de dois milhões de berlinenses orientais visitaram Berlim Ocidental para comemorar a reunificação da Alemanha.

Após a Segunda Guerra Mundial, o governo oriental, a República Democrática Alemã (RDA) construiu essa barreira para separar seu território do governo da Alemanha Ocidental, regido pela República Federal da Alemanha (FRG).

Por isso, durante décadas, as famílias alemãs foram separadas de seus entes queridos. A principal característica distintiva entre os dois governos? De um lado, um senso generalizado de liberdade e, do outro, opressor socialismo.

Uma cortina de ferro

O Muro de Berlim serviu ao principal objetivo da RDA: “encerrar permanentemente o acesso ao Ocidente”. Entre 1949 e 1961, a Alemanha Ocidental forneceu aos alemães orientais um caminho ao fim da ditadura e ao capitalismo.

Em agosto de 1961, cerca de 2 mil alemães orientais rumavam à Alemanha Ocidental todos os dias. Inclusive, a maioria desses refugiados eram profissionais e intelectuais.

Sem surpresa, a fuga de cérebros da Alemanha Oriental afetou a economia. Em uma tentativa de controlar rigorosamente a imigração e, esperançosamente, as condições econômicas, os soldados da Alemanha Oriental começaram a barreira com arame farpado.

Mais tarde, construíram a Antifaschistischer Schutzwall , a“Muralha de Proteção Anti-Fascista” ou como o conhecemos, o Muro de Berlim. Assim, a RDA armava seu lado do muro com torres de vigia, arame farpado e trincheiras anti-veículos.

De fato, o Muro de Berlim se tornou um símbolo do mundo real da “Cortina de Ferro” e da tragédia do comunismo. Afinal, muros são bastante simbólicos, atuando como porteiros para manter os indivíduos dentro e manter o fluxo livre de ideias fora.

As diferenças entre os lados do Muro de Berlim

Porém, visto que, os princípios e doutrinas socialistas continuam a florescer no diálogo, é bom entender como a Alemanha Ocidental triunfou sobre a Alemanha Oriental.

Há uma infinidade de fatores que desempenham um papel no sucesso de um governo: recursos naturais e manufatura, uma população qualificada, uma abundância de intelectuais, comércio livre e justo, educação, infraestrutura e princípios.

Abaixo está uma lista de fatos que nos ajudam a entender melhor as condições que distinguem os antigos estados das duas Alemanhas:

  1. De acordo com um relatório de 2019, apenas 16 das 500 maiores empresas alemãs em receita estão situadas onde era a Alemanha Oriental. (Associated Press)
  2. Nenhuma dessas 16 empresas está no principal índice do mercado de ações da Alemanha. (Associated Press)
  3. Em seu livro Planning Ahead e Falling Behind, o autor Jaap Sleifer aponta que a Alemanha Oriental era mais rica que a Alemanha Ocidental antes da Segunda Guerra Mundial. O PIB per capita da Alemanha Oriental era de 103% da Alemanha Ocidental.
  4. Em 1990, durante a reunificação, o PIB per capita da Alemanha Ocidental era de aproximadamente US$ 18.000, enquanto o PIB per capita da Alemanha Oriental era de cerca de US$ 9.000.
  5. Em 1990, o custo de uma ligação telefônica de três minutos de Berlim Ocidental para os Estados Unidos era de US$ 6,50, enquanto um telefonema de três minutos da Alemanha Oriental para os Estados Unidos foi de US$ 28.
  6. Os alemães orientais tinham uma escolha para um carro: o Trabant ou, como o chamavam, “Trabbi”. Durante anos, este veículo permaneceu praticamente inalterado. Apelidado por alguns como “o pior carro de todos os tempos“, o Trabant passou a simbolizar a economia estagnada da Alemanha Oriental.
  7. Apenas 21 dos 500 alemães mais ricos viviam no leste a partir de 2015, de acordo com o The Guardian.
  8. Pelo menos 138 pessoas foram “mortas a tiros, sofreram acidentes fatais ou cometeram suicídio após tentativas fracassadas de fuga pelo Muro de Berlim”, de acordo com o Potsdam Centre for Research on Contemporary History e com o Berlin Wall Documentation Center.
  9. Vinte e cinco anos após a reunificação, os alemães no leste ainda estavam ganhando “cerca de dois terços do salário médio no oeste”. (The Guardian)
  10. Em 1980, a taxa de fertilidade na Alemanha Oriental era inferior a 1,5%, enquanto na Alemanha Ocidental era de cerca de 2,0%. (Esses números convergiram com o tempo) (The Telegraph)
  11. Vinte e cinco anos após a reunificação, as propriedades na antiga Alemanha Oriental valiam metade do que as propriedades na antiga Alemanha Ocidental. (The Guardian)
  12. Mais de 20 anos após a queda do Muro de Berlim, a produtividade da fábrica na Alemanha Oriental representava apenas 73% de sua contraparte ocidental. (The Guardian)
  13. Vinte e cinco anos após a reunificação, os residentes da Alemanha Oriental ainda gastavam 79% menos em bens de consumo do que seus pares no oeste. (The Guardian)
  14. Desde a reunificação alemã, o ex-estado da Alemanha Ocidental transferiu cerca de US$ 2 trilhões em ajuda econômica para ajudar o ex-estado da Alemanha Oriental em dificuldades.
  15. De acordo com o diretor do think tank IWH, “a situação econômica no leste da Alemanha está melhor do que nunca. Mas a diferença entre o Oriente e o Ocidente permanece. ” No entanto, “o PIB per capita ainda é cerca de 20% menor do que no Ocidente — exatamente como há 15 anos”.
  16. A partir de 2017, os salários na parte oriental da Alemanha ainda eram 20% mais baixos do que na parte ocidental, segundo Tobias Buck, do Financial Times.
  17. Em outubro de 2019, o desemprego na antiga Alemanha Oriental (6,4%) ainda era superior à média nacional geral da Alemanha (5%). (Associated Press)

A reunificação da Alemanha ensina sobre os perigos do coletivismo

30 anos depois, muitos indivíduos do então estado da Alemanha Oriental continuam a sentir as consequências das políticas socialistas da República Democrática Alemã.

O Muro de Berlim é um símbolo de um passado não tão distante. Um ex-residente da RDA se refere a uma torre no local como:

“Um símbolo concreto da barreira brutal que prendeu física e mentalmente o povo de Berlim Oriental”.

Embora os remanescentes do Muro de Berlim hoje sejam bons para o turismo na cidade, os efeitos da política passada ainda permanecem. Os adeptos do socialismo e do coletivismo são avisados ​​dos perigos causados ​​por suas políticas fracassadas, a saber, coerção e profanação do espírito individual.

No entanto, por mais bem-intencionados que esses ativistas sejam, a história indica a verdadeira natureza desse sistema econômico brutal. Em suma, as gerações futuras não devem ignorar as falhas do passado em favor de sua visão “iluminada” de uma utopia.

Mitchell Nemeth escreve para sites como o Foundation for Economic Education e o Mises Institute.

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Por | 2020-06-25T09:17:00-03:00 25/06/2020|Política|Comentários desativados em 17 fatos sobre a Reunificação da Alemanha