Quem foi Abraham Lincoln, um dos principais presidentes dos EUA

Abraham Lincoln é uma figura histórica conhecida mundialmente. Ele foi presidente dos Estados Unidos e sua trajetória está relacionada à emancipação dos escravizados nos Estados Unidos.

Lincoln também é reconhecido por impactar o sistema político moderno e atuar em prol de pessoas humildes, além de ser apontado como um dos principais líderes da história e um defensor da liberdade.

Depoimento revela os últimos instantes de Abraham Lincoln | VEJA

A trajetória pessoal de Abraham Lincoln

Abraham Lincoln nasceu no dia 12 de fevereiro de 1809, em Hodgenville, Kentucky, Estados Unidos. Seus pais eram camponeses e se chamavam Thomas Lincoln e Nancy Lincoln. Ele viveu uma infância pobre, o que o levou ao trabalho logo cedo, antes mesmo de completar 10 anos. 

De início, Lincoln trabalhou em fazendas das redondezas de onde ele morava. Na época, ele cortava toras de madeiras, estocava grãos e preparava produtos que seriam transportados para outras regiões do país.

Mais tarde, pensando em bancar seus estudos formais, Abraham Lincoln passou a exercer uma grande variedade de funções. Alguns exemplos de ofícios desempenhados por ele são: transportador de mercadorias, lojista, agente de correio, condutor de barcos, topógrafo, entre outras.

Enfim, no ano de 1837, ele se formou advogado e começou a trabalhar formalmente nessa área.

Na parte amorosa, Abraham Lincoln foi casado com Mary Todd. Seu matrimônio com ela  aconteceu em 1842 e durou até o fim de sua vida. Eles tiveram quatro filhos, mas dois morreram ainda durante a infância; o terceiro morreu aos 18 anos; e o mais velho foi o único a chegar até a idade adulta.

A trajetória política de Abraham Lincoln

Ainda antes de tornar-se advogado, Abraham Lincoln já havia começado a construir sua carreira política. Isso porque no ano de 1834 ele foi eleito para o Legislativo do Estado de Illinois. Lincoln permaneceu nesse cargo por 9 anos, até 1846.

Pouco tempo depois, em 1846, ele foi eleito para a Câmara Representativa dos Estados Unidos pelo Partido Republicano.

Nesse ponto Lincoln começou a trazer debates acerca da escravidão, assunto que ele tratou ao longo de toda a década de 1850. Tanto que Lincoln passou a ser associado à defesa da libertação dos escravizados. Para ele, era impossível existir um estado de direito que mantivesse um sistema escravista.

Com seu discurso abolicionista, Abraham Lincoln ganhou destaque nos Estados do Norte. Em contrapartida, na região Sul seus debates foram condenados.

Em 1860, com o apoio do Partido Republicano e propagando as ideias abolicionistas, Lincoln concorreu à presidência e foi eleito como o 16º Presidente dos Estados Unidos da América.

O governo de Abraham Lincoln

Lincoln: O discurso de Gettysburg | Ensaios e Notas

No ano seguinte de sua eleição, em 1861, Abraham Lincoln foi de encontro com a formação dos Estados Confederados da América. Tratou-se de uma formação dos Estados do Sul, escravistas, que tinham como objetivo se separar da União.

A partir daí, começou uma forte crise separatista, uma vez que os Estados do Sul, descontentes com o discurso abolicionista de Lincoln, queriam se distanciar dos Estados do Norte.

Abraham Lincoln e a Guerra Civil Americana

O que aconteceria se o norte tivesse perdido a Guerra Civil Americana?

A Guerra Civil Norte Americana, também chamada de Guerra de Secessão, se iniciou por questões relacionadas à escravidão e às atividades comerciais desenvolvidas na parte Norte e Sul dos Estados Unidos.

Basicamente, o clima dos estados do Norte é mais frio, o solo é rochoso e as condições climáticas não favorecem à agricultura. Assim, por razões naturais, essa parte do país tinha como foco atividades mais comerciais. Enquanto isso, os estados localizados na região ao Sul possuem clima e solos mais propícios para a atividade agrícola, o que resultou no sistema de plantation (monocultura de exportação mediante a utilização de latifúndios e mão de obra escrava).

Essa divergência de práticas comerciais entre as duas regiões fez com que os interesses das classes econômicas dominantes também fossem distintos. Os Estados do Norte adotaram políticas cada vez mais protecionistas. Por sua vez, os Estados sulistas insistiam no modelo escravista. Devido a essa incompatibilidade, em 1861, os 11 Estados do Sul organizaram os Estados Confederados da América, cujo objetivo era se separar dos Estados do Norte.

Esse não reconhecimento dos Estados Confederados — liderado por Lincoln — levou os estados do Norte e os do Sul a entrarem em guerra. Ao final da guerra, os exércitos do Norte, fortemente armados, venceram e colocaram fim às ideias separatistas. Em meio à guerra, foi declarada a abolição da escravatura e o modelo industrial e comercial tornou-se dominante em todo o país.

What Abraham Lincoln Thought About Slavery - HISTORY

Os combates separatistas entre os Estados do Sul e os Estados do Norte aconteceram durante o governo de Abraham Lincoln. Ainda antes de ser eleito presidente, os sulistas já se posicionavam contra os pensamentos abolicionistas de Lincoln.

Então, durante os combates da Guerra Civil, o presidente em exercício assinou a Proclamação da Emancipação. O documento tornava livres todos os escravizados do país. Dois anos depois foi aprovada a 13ª Emenda Constitucional, que proibu definitivamente a escravidão no território americano.

O fim do conflito aconteceu somente em 1865, com os Estados do Norte saindo vencedores sobre os Estados do Sul.

O assassinato de Abraham Lincoln

Como foi o assassinato de Abraham Lincoln? | Super

O presidente Abraham Lincoln não pôde acompanhar os desdobramentos dos quais colaborou para acontecerem. Isso porque ele foi assassinado no dia 14 de abril de 1865, durante uma apresentação de teatro.

O assassino foi John Wilkes Booth, um ator desempregado de 26 anos que apoiava o regime escravista e, logo, não era a favor das práticas adotadas por Lincoln.

Booth e um grupo de conspiradores planejavam sequestrar Lincoln, mas em virtude de mudanças na agenda do presidente, decidiram por assassinar a ele, o vice-presidente Andrew Johnson e o secretário de estado William H. Seward. Apesar do Exército da Virgínia do Norte já ter se rendido, Booth acreditava que a Guerra Civil Americana ainda não havia terminado, e acreditava que o atentado poderia ajudar os Confederados.

Contudo, apenas Booth foi bem sucedido ao atirar contra o Lincoln, que morreu na manhã seguinte. Seward ficou gravemente ferido, mas recuperou-se e o vice-presidente Johnson não sofreu o ataque.

Após o assassinato, Booth fugiu, mas foi localizado dias depois. Ele resistiu à prisão e acabou sendo baleado por Boston Corbett, um soldado da União, após o celeiro em que ele estava escondido ser incendiado. Oito outros conspiradores ou suspeitos foram julgados e condenados, com quatro deles sendo enforcados.

As melhores frases de Abraham Lincoln

Abraham Lincoln foi um grande orador. Em sua marcante trajetória, seus discursos cristalizaram várias frases célebres. Confira algumas:

This is when Abraham Lincoln was giving his speech about the Gettysburg  Address during during the Civil War. | Gettysburg address, Abraham lincoln,  Gettysburg

Sobre liberdade

1. Aqueles que negam liberdade aos outros não a merecem para si mesmos.

2. A América nunca será destruída do lado de fora. Se vacilarmos e perdermos nossas liberdades, será porque nos destruímos.

3. Nossos pais criaram neste continente uma nova nação, concebida em liberdade e dedicada à proposição de que todos os homens são criados iguais. [Sobre a origem dos Estados Unidos, leia este texto]

4. Nesta nação, sob a graça de Deus, terá um renascimento da liberdade. E o governo do povo, pelo povo e para o povo não perecerá sobre a Terra.

5. Nós todos apoiamos a liberdade, mas usamos a mesma palavra e não queremos todos dizer a mesma coisa. [Sobre a dificuldade de definir liberdade explorada por Lincoln, leia este texto]

Sobre o poder político

6. Se a escravatura não é má, nada é mau.

7. Se quiser por à prova o caráter de um homem dê-lhe poder.

8. Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda.

9. Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.

Sobre autodisciplina e liderança

10. O auto-respeito é a raiz da disciplina; a noção de dignidade cresce com a habilidade de dizer não a si mesmo.

11. Antes de começar a criticar os defeitos dos outros, enumere ao menos dez dos teus.

12. Nunca devemos mudar de cavalo no meio do rio.

13. Ando devagar, mas nunca ando para trás.

14. Você não consegue escapar da responsabilidade de amanhã esquivando-se dela hoje.

15. Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.

16. Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.

17. Os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis.

18. O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real.

19. Nenhum homem tem a memória tão boa para se tornar um mentiroso bem sucedido.

20. A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.

21. Não sou obrigado a vencer mas tenho o dever de ser verdadeiro. Não sou obrigado a ter sucesso mas tenho o dever de corresponder à luz que tenho.

22. O que quer que você seja, seja o melhor.

Este texto foi produzido pelo Manual do Enem, da Quero Bolsa, a pedido do Ideias Radicais.

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