Por que a quantidade de empresas não importa para inovação?

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Por que a quantidade de empresas não importa para inovação?

Por Per Bylund*

Os consumidores não são beneficiados porque há muitos produtores do mesmo bem: o número de produtores é irrelevante. 

Eles também não ganham com as empresas competindo entre si, suas estratégias pouco importam. Os consumidores ganham quando a produção é direcionada à criação de valor.

Fomos ensinados que a concorrência consiste em dois ou mais fornecedores de um mercado tentando fazer exatamente a mesma coisa, o que os “força” a superar um ao outro. Mas é uma simplificação tamanha que chega muito perto de ser uma mentira.

A razão que define a pressão competitiva como o que faz um negócio continuar inovando e reinventando não é que “existam outros”. 

O que importa é que esses outros possam vencê-los no futuro. Isso é o que move a competição.

Considere um corredor que é tão rápido que ninguém do esporte pode vencê-lo. Isso significa que ele deve parar de treinar ou apenas trabalhar para manter essa habilidade? Não. 

Não há garantia de que outros corredores que tenham treinado de outras maneiras e tenham desenvolvido outros tipos de habilidades não surjam. 

Portanto, para permanecer no topo, o corredor precisa continuar melhorando. 

Para a área de negócios, isso é mais difícil, pois quem julga o resultado são os consumidores, e eles podem mudar de ideia e desenvolver novos desejos a qualquer momento.

Mesmo assim, em ambas não é suficiente simplesmente vencer a concorrência existente pois novos participantes com inovações que minam o valor da sua oferta podem aparecer. E os concorrentes podem se reinventar para fazer o mesmo.

A concorrência real, cuja pressão toda empresa precisa saber lidar, é a possibilidade de melhores ofertas no futuro.

Mais importante do que isso é saber que essa pressão existe independentemente de quantos participantes estão atualmente produzindo um determinado bem.

Os concorrentes no mercado de celulares de flip não foram prejudicados por um telefone de flip melhor ou mais barato, mas sim por um tipo diferente de dispositivo: o smartphone.

Em outras palavras, o que realmente importa é a geração de valor, a satisfação com os consumidores terá, e não o número de concorrentes no mercado atual.

Enquanto as empresas no mercado presente tentam manter os preços mais baixos e a qualidade mais alta do que a concorrência, essa “dança” não é o que cria valor. 

Empreendedorismo inovador, imaginativo, é o que facilita o valor para os consumidores. É o que cria, reformula e destrói indústrias.

Ou seja, o mínimo necessário para um produto ser competitivo é um produtor, desde que outros não sejam impedidos de entrar. Não pode haver barreiras de entrada no mercado impostas pelo estado, e isso é um ponto muito relevante. 

A mera ameaça de que uma empresa vá perder sua fatia do bolo é suficiente para sustentar a competição. 

Logo, o que motiva as empresas a inovarem é a busca por lucro futuro. 

Você pode ter um mercado com centenas de empresas parecidas produzindo o mesmo produto apenas para serem interrompidas por um empreendedor inovador que acaba por ser mais importante do que qualquer uma das centenas de concorrentes.

O empreendedor cria a nova oferta que satisfaz os novos desejos dos consumidores; ele destrói o antigo criando o novo. É a beleza da destruição criativa. Isso é o que importa, não o número de empresas.

*Per Bylund é professor na Oklahoma State University e integrante do Mises Institute

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Por | 2020-02-11T09:59:24-03:00 11/02/2020|Empreendedorismo, Sem categoria|Comentários desativados em Por que a quantidade de empresas não importa para inovação?