Países mais livres têm saúde melhor

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Países mais livres têm saúde melhor

Historicamente, saúde está entre os desafios mais difíceis para os governos.

Os serviços de saúde geralmente são caros, às vezes distribuídos de maneira desigual. Além disso, às vezes, serviços financeiros como o seguro de saúde privado, são regulados de maneira danosa.

Na Europa do pós-guerra, a sociedade moderna foi construída em torno de vastos estados de bem-estar social, com generosas redes de segurança social e assistência médica garantida a todos os cidadãos.

Anos atrás, políticos nos Estados Unidos ampliaram o alcance já intrusivo do governo no mercado de assistência médica com a aprovação do Patient Protection and Affordable Care Act.

Essas leis aumentam drasticamente os impostos, expandem o Medicaid e forçam os indivíduos a compra de serviços de saúde por meio de incentivos monetários negativos.

Essas políticas invasivas terão, na melhor das hipóteses, resultados questionáveis.

Em vez de criar burocracias maciças e ineficientes, os políticos devem reconhecer que a adesão aos princípios da liberdade econômica é uma maneira muito mais eficaz de distribuir os serviços de saúde.

Os países livres têm melhores resultados de assistência médica para seus cidadãos. Além disso, a liberdade econômica também incentiva o empreendedorismo e a inovação que produzem avanços médicos e novos procedimentos que são vitais para o progresso tecnológico sustentado.

Por isso, os formuladores de políticas devem deixar as políticas de liberdade econômica liderar o caminho para melhores resultados de saúde.

Ao permitir indivíduos a escolha de serviços de seguro e saúde, os políticos devolvem o poder aos consumidores e colocar sua saúde em suas mãos.

Ao adotar esses princípios de liberdade econômica, os governos de todo o mundo podem ajudar seus cidadãos a viver vidas mais longas e saudáveis.

Do nascimento à morte

No nível mais básico, países que adotam os princípios da liberdade são mais propensos a fornecer melhores cuidados de saúde em geral, desde o nascimento até a morte.

A mortalidade infantil e a expectativa de vida são duas medidas amplas dos padrões de saúde de um lugar. Elas dão alguma indicação da capacidade de uma sociedade de fornecer bons cuidados de saúde a seus cidadãos.

As baixas taxas de mortalidade infantil significam que as mulheres podem se dar ao luxo de cuidar de seus filhos durante toda a gravidez.

Portanto, isso indica que existem boas instalações de assistência médica para prestar cuidados durante e após o nascimento.

A expectativa de vida é outra medida ampla e útil de quão bem o sistema de saúde de um país se comporta.

Expectativas de vida mais longas indicam que os cidadãos de um país podem prolongar suas vidas por meio do acesso a cuidados de saúde de alta qualidade para jovens, meia-idade e idosos.

Começar uma vida saudável e forte é vital para o desenvolvimento sustentável da infância e do adolescente.

Mortalidade infantil

A mortalidade infantil continua sendo um grande desafio em todo o mundo, principalmente em países que não adotam os princípios de liberdade econômica.

Baixas taxas de mortalidade infantil estão correlacionadas com níveis mais altos de liberdade econômica (r = 0,505).

Mais tragicamente, mais de 40 bebês por 1.000 nascimentos morrem nos países mais reprimidos economicamente do mundo (4° quartil do Índice) versus os mais livres (1° quartil), como demonstrado no gráfico abaixo.

Expectativa de vida

Em relação à expectativa de vida geral, indivíduos que vivem em países que se enquadram no mais alto quartil de liberdade econômica tendem a viver 14 anos a mais do que aqueles que vivem nos países mais reprimidos economicamente do mundo.

Além disso, a relação entre liberdade econômica e a expectativa de vida é positiva.

Analisando os dados das Nações Unidas para a expectativa de vida e as pontuações dos países no Índice de Liberdade Econômica de 2012, é evidente que existe uma forte correlação entre liberdade econômica e expectativa de vida (r = 0,56).

Essa constatação sugere que os países que seguem os princípios da liberdade econômica não estão apenas melhor equipados com instalações médicas de qualidade. Eles também permitem nutrição saudável adequada, assistência médica preventiva, comunidades mais seguras, melhor acesso à água potável e níveis reduzidos de violência para indivíduos ao longo de suas vidas.

Saneamento básico

Um barômetro de melhor saúde é o acesso à água potável e a sistemas que removem rápida e eficientemente os resíduos das áreas de estar.

Comparando dados do Banco Mundial, com o Índice de Liberdade Econômica de 2010, mostra uma correlação entre países com taxas mais altas de economia econômica e países com alta porcentagem de pessoas com acesso a água mais limpa e saneamento melhorado (ambos em r = 0,52).

Além disso, também há uma clara tendência em direção aos melhores serviços de disposição de águas residuais em países com maior liberdade econômica.

Embora o tamanho da amostra seja menor (51), os dados do Banco Mundial indicam que países mais livres têm melhor acesso a serviços de saneamento.

Esses indicadores demonstram que os cidadãos de países com altos níveis de liberdade econômica podem pagar recursos básicos como encantamento interno, água potável e disposição e tratamento de águas residuais.

Essa infraestrutura impede a propagação da câmera e outras doenças e garante que as pessoas tenham água limpa para beber e cozinhar em suas casas.

No geral, essas instalações contribuem para melhores resultados de saúde para uma sociedade.

Ao impedir a propagação de doenças na fonte, os países melhoram a saúde das pessoas. Isso significa evitar situações em que pessoas ficam próximas ao esgoto exposto ou dependem de água de má qualidade.

Na última análise, isso reduz os custos de assistência médica para cada indivíduo, reduz os danos, os custos e o tempo perdido devido à doenças.

Prevalência de AIDS

Nas últimas duas décadas, uma grande área de foco para o desenvolvimento e assistência humanitária ao mundo em desenvolvimento tem sido retardar e reverter a propagação do HIV.

Desde 2003, o governo dos EUA e parceiros privados, como a Fundação Bill e Melinda Gates, gastaram quase US$ 45 bilhões em alívio da Aids para países ao redor do mundo por meio do President’s Emergency Plan for AIDS Relief (PEPFAR).

O PEPFAR tem sido um componente importante na redução da prevalência da Aids, particularmente no continente africano. Isso porque é um programa que começou no setor privado e foi gerenciado por agências do governo dos EUA que estão fora do alcance da burocracia disfuncional da U.S. Agency for International Aid (USAID).

Estratégias para combater a AIDS e outras doenças, como tuberculose e malária, devem se concentrar em políticas mais amplas e abrangentes que melhorem os resultados da saúde por meio de resultados econômicos positivos.

Em particular, países que adotam políticas baseadas nos princípios de liberdade econômica geralmente tendem a ter melhores resultados para a mortalidade e incidência da Aids.

Usando dados da ONU sobre a prevalência da Aids em todo o mundo e o Índice de Liberdade Econômica de 2009, fica claro que países com maior liberdade econômica tendem a ter taxas mais baixas de HIV em suas sociedades.

Fora desta amostra, os países classificados no primeiro quartil por liberdade econômica apresentam níveis consideravelmente mais baixos de prevalência de HIV/AIDS.

Cerca de 1,26 cidadãos por 100 nos países do quartil um estão vivendo com AIDS. Para efeito de comparação, esse número é de 2,79 indivíduos por 100 nos países do 4° quartil, os países menos livres do Índice.

O caso do Botsuana

O Botsuana é um exemplo do sucesso da liberdade econômica na obtenção de resultados nos cuidados de saúde.

O país continua sendo um dos principais beneficiários da ajuda do PEPFAR, e seus líderes permaneceram comprometidos com os princípios da liberdade econômica nas últimas duas décadas.

Isso resultou em pontuações mais altas no Índice de Liberdade Econômica e uma tendência descendente persistente na infecção pelo HIV.

Como resultado, esses níveis de liberdade econômica significam maior crescimento e riqueza para os cidadãos daquele país. Eles permitiram ao Botsuana alocar mais dinheiro para o tratamento do número relativamente menor de pacientes com AIDS.

Em 2002, o Botsuana foi elogiado por abordar de forma proativa a crise da Aids no país, implementando programas que distribuem medicamentos anti-retrovirais aos pacientes.

Como resultado, a prevalência do HIV caiu de um pico de 27% em 2001 para 23,7% em 2010. Isso correspondeu a um aumento de 23% na pontuação de liberdade econômica do Botsuana desde 1995, tornando-o o segundo país mais livre da África subsaariana.

Por isso, tem havido pouca necessidade de tipos de projetos tradicionais de assistência ao desenvolvimento, pouco eficientes e sem foco, que aumentam as fileiras de burocracias de ajuda externa na ONU e em outras partes do mundo. Ou seja, os projetos de HIV/AIDS nessas agências devem ser reconsiderados.

Países individuais devem tomar seu destino em suas próprias mãos. Dessa forma, ao gerenciar suas dívidas, criar instituições imparciais e combater a corrupção, os governos podem estimular o crescimento econômico que trará prosperidade e riqueza.

O HIV/AIDS é “uma causa e um resultado da pobreza“. Com liberdade econômica, os países podem reduzir a prevalência a longo prazo do HIV, enquanto programas como o PEPFAR visam crises imediatas.

Políticas de saúde que promovem a liberdade econômica

Em vez da monopolização coercitiva dos cuidados de saúde por meio de programas governamentais caros e ineficientes, a liberdade econômica pode ser aplicada para alcançar resultados positivos nos cuidados de saúde.

A intervenção e a coerção governamental nos mercados de assistência médica estão longe de ser a única ou mais eficaz maneira de alcançar sociedades saudáveis. Em vez disso, os formuladores de políticas poderiam:

Eliminar barreiras

Políticos podem aumentar a concorrência e as opções removendo subsídios e revogando leis que impedem os indivíduos de adquirir serviços de saúde de fontes privadas.

Ou seja, indivíduos devem ter permissão para adquirir assistência médica e seguro de saúde sem os limites das fronteiras geográficas ou do status de emprego.

Incentivar a concorrência nas licitações do governo

Nos sistemas em que os governos continuam a desempenhar um papel importante no sistema de saúde, é preferível que haja concorrência no processo de licitação por parte dos prestadores de cuidados de saúde privados.

A concorrência entre os licitantes ajuda a reduzir custos e incentiva a inovação.

Incentivar a regulamentação de seguros nos níveis local e regional

Regulamentações “tamanho único” ignoram diferenças locais nos mercados de assistência médica e de seguros, reduzindo a inovação e minando as opções.

Em outras palavras, os formuladores de políticas devem se concentrar em regulamentações descentralizadas, permitindo que as regras se ajustem aos clientes.

James Roberts e Ryan Olson são pesquisadores na Heritage Foundation.

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Por | 2020-03-18T09:16:30-03:00 18/03/2020|Economia, Política|Comentários desativados em Países mais livres têm saúde melhor