Ódio aos pobres: 8 frases sobre salário mínimo

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Ódio aos pobres: 8 frases sobre salário mínimo

Leis de salário mínimo são defendidas como forma de ajudar as pessoas de baixa renda, mas na prática acabam por prejudicá-las e refletem ódio aos pobres.

Da mesma forma como elas obrigam os empregadores a discriminarem pessoas de baixa qualificação, elas ficam fora do mercado formal de trabalho.

Quem afirmou isso foi o Nobel de economia Milton Friedman. O ódio aos pobres pavimentou o caminho para a instituição do salário mínimo: portanto, foi criado por motivações eugenistas.

Ou seja: não de hoje que a maioria dos economistas concorda que há correlação entre salários e desemprego entre as pessoas menos capacitadas.

O que dizem os dados

Uma pesquisa da década de 1970, por exemplo, mostrou que 90% deles concordavam com essa afirmação.

Além disso, essa ideia foi compilada e exposta pelo professor de economia de Princeton Thomas Leonard em artigo 2005 intitulado “Eugenics and Economics in the Progressive Era“.

Nele, está explicado o ódio aos pobres. Afinal, os primeiros nomes da era progressista americana entendiam muito bem que salários mínimos significava a redução de empregos.

Em outras palavras, enxergavam esse mecanismo como benéfico. Acima de tudo, era bom para a sociedade, não um problema.

O autor nota, por exemplo, que esses economistas progressistas entendiam essas perdas de emprego como uma ajuda eugenista para a população em geral.

Afinal, trabalhadores de salários mais baixos, particularmente os que não eram brancos, eram descritos com termos sub-humanos, o que refletia o darwinismo social da época.

Os que produzissem menos do que o salário mínimo e acabassem desempregados seriam segregados de forma mais fácil, portanto. Afinal, era a finalidade da política.

Aqui estão oito citações que revelam como alguns dos defensores dessa política cruel enxergavam o salário mínimo e os “inempregáveis”.

Nota do Editor

Este texto é recheado de declarações extremamente nojentas, elitistas e preconceituosas. Afinal, eles refletem o pensamento de expoentes e “intelectuais” relevantes da época dos debates para instituição de políticas de salário mínimo.

Como se sabe, elites utilizaram de poder e influência política para, por meio de coerção estatal, criarem políticas de opressão a minorias.

Infelizmente, da mesma forma isso ainda ocorre atualmente, e, ainda há quem concorde com essa linha de pensamento.

1. Salário minimo tinha uma finalidade eugenista

“É muito melhor decretar uma lei de salários mínimos, mesmo que ela prive os mais desafortunados de conseguir emprego. É melhor que o estado sustente totalmente os ineficientes e previna a sua procriação do que subsidiar a incompetência, afinal, isso permitiria que eles trouxessem ao mundo mais gente como eles.”

Royal Meeker 1873-1953, acadêmico de Princeton e comissário do trabalho de Woodrow Wilson, retirado do Political Science Quarterly, Vol. 25

2. Pobreza deve ser eliminada, mas não do jeito que você pensa

“Como lidar com os inempregáveis? Eles devem ser simplesmente eliminados, portanto”

Frank Taussig (1859-1940), Economista pela Universidade de Harvard

3. O ódio aos pobres

“Ainda não chegamos na etapa em que podemos ‘passar clorofórmio neles’ de uma vez; mas pelo menos eles podem ser segregados, largados em refúgios e asilos, e prevenidos de propagar o tipo deles…”

Taussig, desta vez em Principles of Economics, Vol. 1

4. Ódio aos pobres: “eles não merecem empatia”

“Se os empreendedores ineficientes seriam eliminados [pelo salário mínimo] também seriam os trabalhadores ineficientes. Não estou disposto a desperdiçar muita empatia com a classe deles porque a eliminação dos ineficientes está alinhada com a nossa ênfase tradicional na livre competição e com o espírito e tendência da economia social moderna. Não há panaceia que pode “salvar” os incompetentes sem custar às ‘pessoas normais’. Afinal, eles são um fardo para a sociedade e para os produtores onde quer que eles estejam.”

A.B. Wolfe,Professor de Economia e Sociologia da Universidade do Texas. na American Economic Review, 1917

5. Ódio aos pobres: “eles não devem procriar”

“A imbecilidade gera imbecilidade da mesma forma que galos brancos geram galinhas brancas; e por meio do laissez-faire a imbecilidade é dada a completa oportunidade de se procriar, e ela o faz em um ritmo bem superior ao dos capacitados.”

Editorial New Republic, 1916, provavelmente escrito por Herbert Croly (1869-1930), intelectual e líder do movimento progressista da época)

6. “Salário mínimo protege trabalhadores de vagabundos”

Para Henry Rogers Seager, um importante economista progressista da Columbia University, deveria haver uma política de salário mínimo porque os trabalhadores merecem ser protegidos “da competição dos trabalhadores casuais e dos vagabundos”.

“O decreto do requisito de um salário mínimo somente estenderia a definição de defeituosos para abarcar todos os indivíduos, os quais mesmo depois de receber treinamento especial, permanecem incapazes de se autossustentar…. Nesse sentido, se nos queremos ser capazes de manter uma raça de pessoas e famílias capazes, eficientes e independentes, devemos corajosamente cortar pelo isolamento ou esterilização as linhas hereditárias que foram se provam ser indesejáveis.”

– Henry Rogers Seager (1870-1930), acadêmico da Columbia University e, posteriormente à frase, presidente da American Economic Association, em 1913

7. “Salário mínimo protege as raças superiores”

“A competição de salários não respeita as raças superiores porque uma raça com menores necessidades atrapalha as outras”.

John R. Commons (1862-1945), economista da Universidade de Wisconsin em seu livro de 1907 “Races and Immigrants“.

8. “Salário mínimo protegerá a vida dos brancos”

“[O salário mínimo vai] proteger o padrão de vida dos australianos brancos da detestável concorrência das pessoas de cor, e em especial a dos chineses.”
– Arthur Holcombe (1884-1977) formou-se em Harvard, era membro da Comissão de Salário Mínimo de Massachusetts. Nessa frase, por exemplo, ele elogiava a aprovação da legislação de salário mínimo australiana em 1912.

*Jon Miltimore é editor chefe da Foundation For Economic Education

Desde os primórdios do Ideias Radicais, em 2015, nós produzimos uma série de vídeos em nosso canal denunciando o ódio aos pobres a partir das origens racistas, preconceituosas e eugenistas das leis de salário mínimo.

Afinal, seus efeitos perversos aos mais pobres são perversos. Vale conferir:

As origens racistas do salário mínimo
Salário mínimo não ajuda quem se propõe: os mais pobres.
As distorções econômicas do salário mínimo
Um mito comum: não fosse regulações do trabalho e salário mínimo os empregadores pagariam o mínimo possível aos trabalhadores

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Por | 2020-05-14T09:09:14-03:00 13/02/2020|Economia|Comentários desativados em Ódio aos pobres: 8 frases sobre salário mínimo