O livre mercado é a maior arma contra a pobreza

//O livre mercado é a maior arma contra a pobreza

O livre mercado é a maior arma contra a pobreza

Por Lippe Borgo*

De acordo com o Banco Mundial, no Brasil há 55 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza (menos de U$ 5,50/dia) e 9 milhões em extrema pobreza (menos de U$ 1,90/dia). Segundo o World Poverty, 7,7% da população mundial ainda vive em extrema pobreza.

Nesse sentido, há duas questões fundamentais sobre como mudar a realidade de mais de meio bilhão de pessoas:

Qual seria o melhor caminho para que possamos reduzir ao máximo os números de quem hoje está na extrema pobreza?

Como criar ferramentas que possibilitem a prosperidade desses indivíduos?

Essencialmente, qualquer um que queira gerar riqueza pode seguir dois caminhos: trabalhar em uma empresa, ou empreender.

Na primeira ótica, há uma relação entre facilidade de se fazer negócios com maior geração de empregos e prosperidade: quanto mais fácil for para uma empresa que já está no mercado contratar e demitir, quanto menos custoso for a carga tributária, quanto menos burocracia e regras forem impostas, mais o negócio florescerá. E assim poderá expandir os negócios e contratar mais pessoas.

O mesmo ocorre quando um indivíduo decide empreender: quanto mais fácil for abrir uma empresa, quanto mais simples for a carga tributária, quanto menos burocracias e barreiras de entrada, mais simples será para que esse indivíduo abrir uma empresa e possa enriquecer.

Nas duas situações, é a iniciativa privada que permitem a mobilidade social, algo que por séculos simplesmente era impossível: o nascimento era determinante sobre as condições de vida daquele indivíduo por toda a sua existência.

Ao deixar o poder na mão dos indivíduos, e retirá-lo das garras do estado, as pessoas podem tomar suas próprias decisões econômicas e prosperarem. Em sua essência, a livre iniciativa, a propriedade privada e a liberdade são os garantidores dessa possibilidade que não pode ser subtraída dos cidadãos.

É exatamente isso que o livre mercado possibilita.

A realidade brasileira, no entanto, está muito distante disso. Por aqui, demoram-se 19 dias para se abrir uma empresa, 404 dias para se obter todos os alvarás necessários para a operação e espantosos 153 para pagar todos os impostos.

Para efeito de comparação, na Nova Zelândia demoram-se em média 12 horas para se abrir uma empresa e 93 dias para se obter os alvarás necessários. Não à toa é um dos países mais desenvolvidos do mundo.

Mesmo com falhas, externalidades e possíveis assimetrias informacionais, o livre mercado provou ser a maneira mais eficiente para erradicar a pobreza. É o modelo econômico mais moral e eficiente de fazer com que as pessoas hoje mais vulneráveis tenham mais oportunidades e possam prosperar.

Como mostra o World Poverty Clock, o mundo está ficando mais próspero e a extrema pobreza está sendo erradicada. E, em última instância, os agentes responsáveis por isso são os empreendedores: são o maior gerador de valor e riqueza para a sociedade, seja tendo uma grande indústria de carros ou uma pequena padaria em seu bairro. A lição que fica é: para que tudo isso ocorra, é preciso que indivíduos tenham liberdade.

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*Lippe Borgo é associado do Instituto Líderes do Amanhã

Por | 2019-12-20T13:55:01-03:00 18/12/2019|Economia|Comentários desativados em O livre mercado é a maior arma contra a pobreza