O impacto do Coronavírus na economia

A última semana de fevereiro foi uma das piores da história do mercado financeiro do último século por causa das apreensões de investidores em relação ao Coronavírus.

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O impacto do Coronavírus no mercado financeiro comparado a outros eventos da história

Com aumento de riscos, restrição a circulação de pessoas e venda de produtos, a economia global já está sendo afetada. Diante disso, esta é uma suposição e uma explicação do impacto do Coronavírus na economia, em relação ao efeito chicote.

O impacto do Coronavírus na economia

No início do ano o FMI estimava que o PIB global aumentaria 3,3% em 2020. Neste exemplo, vamos imaginar que seja de 3% apenas para facilitar essa conta.

Nesse sentido, qual o impacto do coronavírus na economia?

Em nosso exemplo, sem o vírus se projetava que em cada um dos quatro trimestres do ano o mundo cresceria cerca de 0,75%, isto é, finando o ano em 3% anualizado. E agora?

Com a restrição de circulação de pessoas, o que impacta consumo e outros fatores, a economia naturalmente desacelera.

Assim, teremos no primeiro trimestre e, possivelmente, no segundo trimestre, os maiores impactos dessa desaceleração na economia.

Assim, vamos supor que o PIB crescerá apenas 0,25% no primeiro trimestre e 0,50% no segundo trimestre de 2020, o que daria um crescimento anualizado entre 1% e 2%: esse seria o tamanho do recuo e da desaceleração.

Calma que a análise não para por ai

A maioria das análises param nesse impacto de curto prazo do Coronavírus. Mas e depois?

Como as pessoas foram obrigadas a se recolher e a conter gastos, há um acumulo de demanda reprimida. E, esse caso, é muito diferente de desaceleração por exaustão ou por incapacidade de crescimento.

Dessa forma, o que veremos no terceiro e no quarto trimestre de 2020, provavelmente, será o efeito chicote.

Portanto, passado o ápice da doença e dos controles de circulação, a situação gradualmente começará a voltar ao normal: os indivíduos voltarão a circular e a consumir, provocando um efeito de reestocagem grande.

Vale ressaltar que o efeito chicote não afetará igualmente todos os setores: alguns podem, inclusive, não serem afetados.

Assim, mantendo a linha de raciocínio, podemos ter um PIB de 1% no terceiro trimestre e no quarto trimestre, por exemplo, o que mostraria um crescimento anualizado de 4% em cada um.

Portanto, no total do ano o estimado era crescer 3% originalmente, mas ao final poderemos ter algo como 2,75%. Mas esse 2,75% ficará dividido entre dois extremos: a freada e a reestocagem.

Por conseguinte, a recessão provocada por restrição de circulação é diferente de recessão provocada por exaustão da capacidade das pessoas de continuarem a investir, consumir ou crescer. Assim, no primeiro momento é tudo igual: o PIB desacelera, mas no segundo momento, não. A lição é: cuidado com as análises apocalípticas apenas do primeiro momento.

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