Os 8 melhores países para imigrantes e como mudar pra lá

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Os 8 melhores países para imigrantes e como mudar pra lá

Emigrar definitivamente não é uma decisão fácil. Geralmente, envolve deixar para trás emprego, costumes, hábitos e o idioma. Mesmo nos melhores países para viver como imigrantes, sua comunidade passa a ser formada por estrangeiros. Além disso, se as coisas derem errado, podem existir alguns milhares de quilômetros separando você do seu lar. 

Segundo estudo publicado pelo National Bureau of Economic Research em 2018, o índice de novos pequenos negócios abertos por imigrantes no Estados Unidos varia entre 25% e 40%. E, de acordo com a revista Fortune, 45% dos maiores empreendimentos foram fundados por pessoas que imigraram ao país.

Por exemplo, o mensageiro mais popular do mundo tem um refugiado ucraniano entre seu idealizadores. Sergey Brin, co-fundador da Google, chegou aos Estados Unidos após fugir da União Soviética.

Estes dados não são por acaso. Afinal, empreendedores precisam arriscar e propor inovações de forma constante. Na prática, isto é algo que imigrantes fazem desde que saíram de seu país natal.

Portanto, se você quer mudar de vida ou simplesmente tem espírito aventureiro, aqui está nossa lista dos 8 melhores países e como fazê-lo.

1. Estados Unidos

Entre 1892 e 1954, desembarcar na Ilha Ellis, próxima a Nova York, foi o alento de milhões de pessoas. Como sede do serviço migratório do governo dos Estados Unidos, a ilha recebeu 12 milhões de pessoas em busca de documentos.

Até hoje, apesar do incisivo controle, este país é o território com mais imigrantes no mundo: cerca de um em cada cinco pessoas. Isso acontece devido à liberdade econômica, que tornou os EUA um porto seguro para pessoas que anseiam crescer na vida.  

relatos de diaristas brasileiras que têm um padrão de vida muito melhor em solo americano, apesar de exercerem a mesma profissão. Assim como, de refugiados somalis, que vivem melhor nos Estados Unidos, sendo integrados ativamente às suas comunidades e trabalhando, do que na Suécia. E, até os suecos desfrutam melhores condições de vida neste país do que em sua terra natal.

Hoje, o meio mais fácil de morar no país é “comprando” um visto de residência permanente. Por meio do programa EB-5, que torna qualquer um que investir 500 mil dólares e gerar dez empregos no país elegível a um green card para si, cônjuge e filhos de até 20 anos.

Outra opção é achar uma empresa disposta a patrocinar seu visto de trabalho. O visto L-1 é destinado a trabalhadores de multinacionais que precisam ser transferidos para os EUA.

Já o H1-B permite à empresas americanas o contrato de futuros imigrantes. Neste caso, o processo exige que a companhia requisitante o tenha contratado enquanto ainda estiver no Brasil.

Um caminho mais tortuoso é conseguir um visto de estudante. Com ele, você atende a alguma matéria que tenha carga horária destinada ao Optical Practical Training (OPT), uma espécie de estágio. Durante os 90 dias de OPT, a empresa pode lhe contratar permanentemente. 

Por fim, você também pode obter o visto destinado a pessoas com habilidades extraordinárias. 

2. Canadá

Graças ao seu “premier popstar”, Justin Trudeau, o Canadá voltou a atrair as atenções do mundo. Porém, apesar de ser pacato e rico, poucos brasileiros elegem o Canadá como sua primeira opção para imigrar.

Afinal, um inverno que traz temperaturas de -25 ºC não torna o local muito atrativo para cidadãos que moram em um país tropical. Mas, quem estiver disposto a superar esta barreira poderá morar na 9ª nação mais livre do mundo.

Se você quer se tornar um destes felizardos, o meio mais fácil é se qualificar e arranjar um emprego no Brasil. Com pouca população e em meio a um processo de inversão demográfica, o país de Robin Scherbatsky aceita imigrantes com frequência, desde que eles sejam refugiados ou qualificados.

A vantagem é que você pode fazer todo o processo via internet e sem muita burocracia. O sistema Express Entry permite que você aplique por um visto de residência permanente no país criando um perfil em seu site. Ao fazê-lo, suas informações pessoais contarão pontos. Mais tarde, a pontuação será utilizada pelo Governo do Canadá para definir quem receberá um convite formal para imigrar.

Ou seja, quanto mais qualificado você for, melhor. Por exemplo, certificações de proficiência em inglês, graduações e pós-graduações – com valor maior às feitas em universidades do país -, e experiência profissional de ao menos 12 meses na mesma atividade. Além disso, as informações sobre o seu cônjuge podem lhe ajudar.

Por fim, ter uma oferta de emprego também contará pontos e o Express Entry o ajuda nesse aspecto. Uma vez feito seu perfil no site, ele é encaminhado para uma banco de empregos disponível para empregadores de todo o país, e você pode fazer seu marketing lá para garantir uma vaga. 

3. Austrália

Se você não quer enfrentar o inverno canadense, a Austrália definitivamente deveria ser sua opção. Tropical, de dimensões continentais, com rica cultura formada em um caldeirão de origens e uma fauna exótica, fazem muitos brasileiros se referirem à terra dos cangurus como o “Brasil que deu certo”. 

Há quase três décadas sem enfrentar uma recessão, o país tem se mantido no topo dos índices que medem liberdade econômica e facilidade de se fazer negócios. Muito disso foi conquistado ainda na década de 1980, durante governos que implementaram as reformas liberalizantes do líder do Partido Trabalhista Bob Hawke.

Hawke também foi responsável por reformar a previdência do país, introduzindo o sistema de contas individuais e capitalização. Hoje, cada trabalhador legal na Austrália é obrigado a depositar 9% do salário em uma conta associada a fundos de investimento.

Este dinheiro apenas pode ser resgatado aos 65 anos ou se você sair definitivamente do país. Tal sistema fez com que a previdência por lá não fosse um problema, como é o caso brasileiro. 

Na prática, não é um problema ser um imigrante na Austrália. um em cada três residentes no país não nasceu lá. Inclusive, imigrar para ex-colônia britânica pode ser bem fácil se estiver na lista de profissionais em falta do país.

Além disso, você também pode conseguir um emprego e fazer a sua contratante aplicar para um “visto patrocinado”. E, casar com algum cidadão australiano também lhe garantirá um visto de residência permanente.

4. Nova Zelândia

Um dos três países mais livres do mundo, a Nova Zelândia é conhecida por seu baixíssimo índice de corrupção, sua facilidade de fazer negócios e belas paisagens. Bem como, por ser o local onde os novos filmes de Senhor dos Anéis foram gravados.

Hoje, um em cada quatro moradores da Nova Zelândia vive a não mais do que dez quilômetros da costa do país. Então, morar na terra dos Maoris quase sempre significa morar na praia. 

Assim como a Austrália, o país abriu sua economia e rumou ao livre mercado no meio dos anos 1980, durante o governo do líder trabalhista Roger Douglas. Nesse sentido, na terra dos Kiwis também existe uma demanda constante por profissionais qualificados.

Isto é, trabalhar com uma profissões em falta divulgadas pelo governo neozelandês é um dos meios mais fáceis de conseguir um visto de residência permanente. Outra opção é tentar um visto de trabalho integral, para o qual é necessário uma oferta de emprego prévia. Após dois anos com ele, o seu portador se torna elegível à residência.

Em suma, ricos têm sua entrada facilitada na Nova Zelândia. O visto Investor 1 permite àqueles que estiverem dispostos a investir 10 milhões de dólares neozelandeses em um período de três anos fixarem residência no país. Já o Investor 2 exige 1,5 milhão em investimentos e provas de que você tem 1 milhão de dólares neozelandeses para se fixar no país. Porém, são emitidos apenas 300 vistos deste tipo por ano. 

5. Ilhas Maurício 

Em vários sentidos, Maurício parece ser uma ilha no continente africano. Afinal, sua população não passa fome, seu governo não é marcado por corrupção, guerras, e nem há supressão de opositores, contando com eleições regulares. Aliás, o país também tem um IDH elevado e registrou em 2019 um PIB per capita 37% maior do que o brasileiro.  

Há anos, as Ilhas Maurício figuram como um dos países mais livres do mundo nos índices de liberdade econômica e tem um avançado sistema financeiro. Se você sempre quis mudar para algum lugar da África e não sabia para onde ir, o arquipélago pode ser um bom ponto de partida.

Afinal, conseguir um visto para residir no país é relativamente fácil, desde que você tenha dinheiro ou contatos. 

Comprando 500 mil dólares americanos em imóveis e terras no país, você se torna elegível para participar do Integrated Resort Scheme e conseguir um visto de residência permanente. Pessoas que estão se aposentando e conseguirem comprovar uma renda de maior que US$ 40 mil, também são elegíveis.

Porém, caso você queira chegar lá para trabalhar, será necessário já ter um emprego com um salário acima de 30 mil rúpias maurícias/mês: aproximadamente 900 dólares -, que lhe garantirá um visto de trabalho. Após três anos nesta condição, você poderá aplicar para o visto de residência permanente. 

6. Hong Kong

A queridinha do Nobel Milton Friedman, que a considerava uma das poucas unidades administrativas do mundo a se aproximar do laissez-faire, Hong Kong é conhecida por liderar continuamente os índices de liberdade econômica.

Apesar das tensões com a China, hoje, os honkongneses desfrutam um PIB per capita de 15 mil dólares, maior que o dos súditos da rainha. Dentre suas particularidades, a ilha tem um dos únicos sistemas de metrô que dá lucro e é privado.

Operando em um país incrivelmente denso, com incríveis 400 mil pessoas por km², a MTR (estação de metrô da região) não lucra apenas com as passagens. Mas, também constrói shoppings, hotéis, prédios, e aluga espaços publicitários nos perímetros das estações. 

A ampla liberdade econômica do país o permitiu ter histórias como as de Li Ka-shing. Homem mais rico da ilha, Li nasceu na China e chegou a trabalhar 16 horas por dia antes de comprar sua primeira propriedade. 

Hong Kong oferece vistos de permanência para aqueles que vão ser contratados por uma empresa instalada em seu território. Sem oferta de trabalho, é possível aplicar para o programa imigrante qualificado, que guarda semelhanças com o sistema canadense. Ou seja, é composto por um sistema de pontos, provas, e um convite para aplicação ao visto.

7. Singapura

Enquanto Hong Kong é o líder incontestável nos índices de liberdade econômica, ninguém consegue roubar o segundo lugar de Singapura. País com mais milionários do mundo, a antiga ilha de pescadores se tornou um dos mais importantes centros financeiros do planeta sob os auspícios autoritários do seu líder Lee Kuan Yew

Até hoje, a ilha guarda resquícios da sua autoridade, colocando na cadeia quem contrabandeia chicletes e cigarros para dentro do país. Por esse motivo, viver em Singapura pode significar ter que abrir mão de muitas liberdades individuais em nome da riqueza — uma dicotomia superada por outras nações.

Assim, se você já tem muito dinheiro, morar em Singapura é muito fácil. Basta investir 2,5 milhões de dólares em negócios na ilha e comprovar o quão bem-sucedido você é. Outra opção, é arranjar um emprego que pague acima de US$ 2.200/mês antes de pisar no país.

Mais uma vez, é esperado que você tenha contatos ou dinheiro para poder morar definitivamente no país.

8. Chile 

Visto que, as reformas iniciadas pelos Chicago Boys, que trabalharam no governo Pinochet, não foram desfeitas pelos governos de esquerda subsequentes, o Chile é um exemplo de prosperidade hoje. Inclusive, nem o sistema de aposentadoria capitalizado sofreu mudanças significativas. Por meio deste, o país tem uma dívida pública irrisória e fomenta o crescimento econômico. Não à toa, o Chile é considerado como o primeiro país desenvolvido da América Latina.

Além disso, os chilenos têm acesso à melhor educação da América Latina, tanto no nível básico quanto no superior e a expectativa de vida passa dos 80 anos. No que tange ao mercado, o país conta com um ótimo ambiente de negócios — e, talvez a melhor parte, vinhos reconhecidos mundialmente.

De todos os países citados, o Chile é o único para o qual seu caminho será mais fácil por ser brasileiro. Afinal, pode-se obter o Visto Mercosul, que permite aos seus portadores passar até dois anos no país, sem estudar ou trabalhar.

Aliás, este tempo pode ser útil para você conseguir um emprego e ganhar o visto de trabalho. Após dois anos com ele, você poderá aplicar para a residência permanente.

Por fim, o visto de estudante também pode ser utilizado como meio para a residência permanente. Bastando ficar ao menos dois anos no país e obter um diploma em alguma instituição chilena.

Ivanildo Terceiro é Diretor de Comunicação do Students for Liberty Brasil

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Por | 2020-07-21T07:18:55-03:00 21/07/2020|Sem categoria|Comentários desativados em Os 8 melhores países para imigrantes e como mudar pra lá