Quem foi Harriet Taylor Mill: ferrenha defensora e pioneira pelo sufrágio feminino

Harriet Taylor Mill nasceu em Londres no dia 08 de outubro de 1807 e foi uma filosofa inglesa que debatia, sobretudo, questões sobre o feminismo. Mas, acima de tudo, defendia com veemência a luta pelos direitos humanos.

Ela foi esposa do também filósofo John Stuart Mill, com quem escreveu diversos artigos em coautoria. Após deixar um legado pela liberdade, ela faleceu em 3 de novembro de 1858, devido a uma congestão pulmonar.

A vida de Harriet Taylor Mill

Harriet foi uma ferrenha defensora e pioneira na luta pelo sufrágio feminino. Este tema era sua principal bandeira, além dos ideias de liberdade, igualdade e equidade para as mulheres.

Apesar de ser uma mulher forte e com poderosas influências liberais, Harriet nasceu em uma família aristocrática de Londres. Assim, seu casamento com John Taylor, um rico empresário de Islington, foi acertado pelos seus pais com pretensão à fortuna de Taylor.

Ainda durante a sua infância, Harriet já cultivava ideias que lhe colocaram como grande pensadora crítica das condições de inferioridade impostas coercitivamente às mulheres. Harriet e seu marido frequentavam a igreja unitária e firmaram fortes laços de amizade com o líder da igreja, William Fox, outro forte defensor dos direitos das mulheres.

Com frequência, eles realizavam e compareciam a reuniões, nas quais eram debatidas opiniões políticas de rompimento com a norma vigente. E foi em meio a estas reuniões que Harriet conheceu o pensador, e futuro marido, Stuart Mill.

Segundo ela própria, submergiu de imediato uma forte admiração pelas ideias e forma de se expressar, características de Mill. Mas, além disso, Harriet afirmou que esta admiração devia-se também ao fato de ele ter sido o primeiro homem a tratá-la como uma igual.

Fruto das más intenções dos pais de Harriet, o primeiro casamento dela se deteriorou pouco a pouco, a ponto de o marido deixá-la por longos períodos na companhia de Mill. Foi assim que os dois desenvolveram muitos artigos juntos, mas o nome dela ocultado por ordens do marido.

Um destes trabalhos foi o “Princípio da Economia Política”, que foi publicado em 1849. Em um acaso do destino, no mesmo ano, Taylor veio a falecer, abrindo portas para o relacionamento entre Harriet e Mill se concretizar. No entanto, para evitar polêmicas, eles esperaram até o ano de 1851 para oficializarem o matrimônio.

Inspiração e influência

Toda essa experiência própria de sujeição e opressão pública foi tema de forte crítica pela filósofa. Em um dos seu relatos, Harriet expôs:

Os homens não querem só a obediência das mulheres, querem também seus sentimentos (…) não desejam uma escrava forçosa e sim voluntária.

Harriet justificava essa submissão da mulher como produto da criação das crianças, da humildade e do serviço aos homens. Outro problema analisado por ela era o de a sociedade não querer compreender que a comunicação e a igualdade entre gêneros não deveria somente ser aceitável, mas natural. Consequentemente, a exclusão de mulheres dos altos cargos de importância pública era comum.

Um dos temas centrais dos esforços de Harriet era no sufrágio universal, identificando nele a principal forma de as mulheres se emanciparem e tornarem-se livre das amarras de personalidade exercidas pela sociedade. Assim, todas seriam capazes de exercer suas capacidades em qualquer aspecto sócio-político.

Infelizmente, seu trabalho pelo sufrágio feminino foi interrompido quando ela adoeceu de tuberculose. Junto com Mill, Harriet era constantemente obrigada a ir para regiões com clima mais quente.

Em uma dessas viagens, contudo, Harriet morreu. Desolado pela morte da esposa, Mill continuou os trabalhos de sua falecida esposa e, em parceria com a enteada, publicou “A sujeição das mulheres” em 1869. Esta obra foi totalmente inspirada no pensamento de Harriet.

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