Cuba: onde os esportistas são criminosos

Ditadura cubana: uma máquina de transformar esportistas em criminosos. Lutemos, portanto, para que o nosso país nunca vire uma Cuba.
Foto: Fidel Castro – UOL

Assisti ao emocionante e revoltante documentário da ESPN, Brothers in Exile, que conta a história de dois irmãos cubanos, jogadores de beisebol, Livan e Orlando Hernandez. Os dois desertaram de Cuba o em busca de seus sonhos de jogar na MLB, a liga norte americana do esporte. 

Contudo, a trajetória dos dois foi bem diferente. O único ponto comum é o agente cubano-americano Joe Cubas. Um agente que fazia dinheiro recrutando jogadores da ilha para os times americanos. Cubas, filho de um casal de exilados cubanos, nasceu nos Estados Unidos (EUA) e, além da grana que conseguia com as transações, o desejo de libertar outros compatriotas de seus pais da ditadura Castro também o movia. 

O primeiro dos irmãos que fugiu foi Livan. Ele foi primeiramente para a República Dominicana e depois conseguiu um contrato com o Florida Marlins, um time da MLB. O início de sua trajetória na terra do tia Sam não foi muito bom. Encantado com uma liberdade e com um dinheiro que nunca tivera, acabou se esbaldando além da conta com carros luxosos e fast food. Como resultado, ganhou peso e acabou rebaixado para uma liga menor.

Contudo, depois de bem orientado e ambientado, voltou ao time inicial e se sagrou campeão da World Series, o principal campeonato de beisebol do mundo (entendeu o tamanho da conquista para um ex-cidadão de uma ditadura comunista?). 

Outro caminho 

Orlando “El Duque” Hernandez decidiu não seguir imediatamente o caminho de seu irmão mais novo, porque já tinha duas filhas pequenas e temia o que poderia acontecer caso ele deixasse Cuba. Contudo, com a partida de Livan, o governo comunista pegou El Duque para Cristo. Ele foi banido do esporte e teve que manter a forma em ligas de várzea, organizadas por ele próprio. Claro que o nível estava longe do ideal para um jogador do nível da liga norte americana do esporte.
Foto: República de Curitiba

Orlando “El Duque” Hernandez decidiu não seguir imediatamente o caminho de seu irmão mais novo, porque já tinha duas filhas pequenas e temia o que poderia acontecer caso ele deixasse Cuba. Contudo, com a partida de Livan, o governo comunista pegou El Duque para Cristo. Ele foi banido do esporte e teve que manter a forma em ligas de várzea, organizadas por ele próprio. Claro que o nível estava longe do ideal para um jogador do nível da liga norte americana do esporte. 

Orlando continuou no purgatório até 1998. Nesse ano, o papa João Paulo II faria uma visita histórica à Cuba. Fidel, querendo agradar o pontífice, autorizou o retorno das comemorações natalinas, que haviam sido banidas desde a vitória dos guerrilheiros comunistas (e ainda tem gente no Brasil que apoia Stalin, Lula, Boulos e outros participantes desse grupinho que ama uma ditatura). El Duque, sua noiva e mais seis amigos aproveitaram a oportunidade e a distração que as festas trariam para executar um plano de fuga. 

Durante a noite, eles viajaram de carro por 194 km até uma cidade costeira da ilha. De lá, eles partiriam de barco até os Estados Unidos. A viagem deveria durar aproximadamente 6 horas. Contudo, no caminho o barco teve problemas e os passageiros tiveram que descer na ilha deserta de Anguilla Cay, próximo a Bahamas. Os tripulantes esperam ser resgatados rapidamente, mas tiveram que esperar por três dias até que a guarda costeira americana os encontrassem. 

Cuba: dor de cabeça 

A história aparentava rumar para um final feliz. Entretanto, a equipe norte americana decidiu levá-los para Bahamas, país que tinha acordo com Cuba para apreender fugitivos. O desespero já começava a tomar conta de todos, quando Joe Cubas promoveu uma entrevista coletiva para atrair a atenção do mundo para os exilados e conseguir adiar a deportação. Cubas então conseguiu visto para que todos fossem para a Costa Rica.

Lá El Duque teve a chance de mostrar seu jogo a olheiros da MLB e conseguiu um contrato com o tradicionalíssimo New York Yankees (aquele time que todo mundo usa o boné com o símbolo, mas ninguém sabe do que se trata). 

O jogador de 32 anos chegou sobre muita desconfiança, já que não atuava profissionalmente há um ano e meio, desde que tinha sido banido do esporte pela ditadura Castro. Porém, logo o talento dissipou qualquer suspeita e El Duque levou os Yankees a três títulos da World Series. 

Tudo parecia um conto de fadas, não fosse pelo fato das duas filhas e da mãe de El Duque terem ficado, ainda que com a partida do pai, em Cuba. A equipe técnica dos Yankees começou então a correr atrás de uma solução para trazer o restante da família para aos Estados Unidos. Eles entraram em contato com uma infinidade de pessoas, mas não tiveram sucesso. A situação só foi mudar quando uma igreja católica sensibilizou Fidel Castro a dar permissão à família de Orlando para partir para os Estados Unidos. 

Sofrimento desnecessário 

Foto: Êxodo de Mariel – El País

Apesar da bela história dos irmãos Hernandez, tudo que eles passaram é totalmente desnecessário e absurdo. Ninguém deveria ter que largar sua família e correr riscos imensos somente para poder seguir sua profissão e chegar à plenitude de seu talento. Muitos outros atletas cubanos tiveram que passar por situações semelhantes e até piores. Tudo isso com um silêncio criminoso de outros países e até mesmo apoio de outros governos na captura de atletas cubanos. 

Só gosta de ditadura quem nunca viveu em uma. Apenas entre abril e outubro de 1980, por exemplo mais de 125 mil cubanos, após não aguentarem mais viver no país, fugiram de Cuba com destino aos Estados Unidos. Na época, o país tinha cerca de 10 milhões de habitantes. Ou seja, em poucos meses, mais de 1% dos habitantes cubanos deram tchau para a ditadura Castro. Tudo a partir de barcos improvisados e superlotados. Certeza que era um ótimo local para morar! 

O episódio ficou conhecido como o “Grande êxodo de Mariel”.  

Até no Brasil? 

Foto: Mais Médicos – Marcus Ferreira/SES-MG

Até o Brasil, durante os longos anos de governos petistas, corruptos e canalhas (que no fundo é a mesma coisa)  já foi cúmplice da ditadura Castro. Em 2007, por exemplo, durante o Pan Americano do Rio de Janeiro, os boxeadores  cubanos Guillermo Rigondeaux e Elisrandy Lara tentaram desertar, mas foram encontrados pela Polícia Federal brasileira e deportados para Cuba. A versão oficial disse que foram os próprios atletas que pediram para voltar.

Todavia, ninguém com o mínimo de conhecimento das condições oferecidas pela ditadura comunista para fugitivos acreditaria nessa balela. 

Além dos exemplos no campo do esporte, a ditadura cubana também atuou na medicina. Durante o Mais Médicos, programa criado por Dilma Rouseff, em parceria com a bandidagem Castro, para, em tese, aumentar o número de médicos no Brasil (apesar de todo mundo saber que não passava de uma forma de estreitar laços entre os petistas e os ditadores), massacrou a vida dos profissionais de saúde de Cuba que vieram ao nosso país. 

Segundo os médicos que vieram ao Brasil, dos cerca de R$ 11 mil que recebiam do governo brasileiro, apenas algo em torno de R$ 3 mil ficava, de fato, sob a posse dos profissionais. O restante era enviado para Cuba. Sim, você não leu errado, menos de 30% do salário ficava com os trabalhadores, pois o resto era destinado ao patrocínio da ditadura cubana. 

Muitos médicos também tentaram, ainda que sob todas essas condições, ficar no Brasil, mas a maioria não teve sucesso. Entre outros fatores, o governo brasileiro da época não queria se indispor com seus parceiros.  

Em decorrência da grave crise econômica, no entanto, a ditadura cubana vem fazendo o cada vez mais concessões em favor da liberdade individual de seu povo. Nesse contexto, é preciso que todos aqueles que desejam um mundo livre e justo para todos exerçam pressão para que o martírio dos habitantes da ilha chegue logo ao fim e que todos possam ir atrás do que for melhor para suas famílias, sem medo de repressão. 

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