Como criar grupos de estudos em 5 passos

É inegável que as ideias de liberdade avançaram nos últimos anos no Brasil. E, isto só foi possível graças ao trabalho de muitos indivíduos e organizações, tanto do passado e quanto do presente. Inclusive, por meio da criação de grupos de estudos.

A tradução de livros, além da produção de conteúdo nacional gerou um nicho de libertários formados pela internet. Ao mesmo tempo, são pessoas que dificilmente tiveram a oportunidade de conhecer pessoalmente outros que partilhem de suas ideias e valores.

Nesse sentido, juntar pessoas em torno das ideias de liberdade é enriquecedor e ainda serve como inspiração. Consequentemente, surge a vontade de criar uma organização em prol da divulgação dessas ideias em sua cidade. Porém, esse pode ser um processo complicado para algumas pessoas.

Para auxiliar a criação de novos grupos de estudos, decidimos formular o breve guia com 5 passos que está listado abaixo.

1) Encontrar pessoas

Para a sua estrutura inicial é necessário que você encontre outras pessoas que defendam valores semelhantes aos seus. 

O seu grupo de estudos pode ser vinculado a uma instituição de ensino, sobretudo se houver outros libertários em sua escola ou faculdade. Essa conexão costuma servir como ponto de encontro para planejamento e realização de atividades e eventos.

Porém, não precisa haver um grande contingente de libertários. Às vezes, basta um grupo de interessados por política e que estejam dispostos a aprender mais sobre.

Inclusive, o libertarianismo pode não ser o escopo central do grupo, mas uma das correntes estudadas, por exemplo. Afinal, integrantes com pensamentos divergentes costumam resultar em debates mais produtivos e desafios intelectuais contínuos.

Nessa etapa inicial, a criação de um grupo de WhatsApp pode ajudar na interação e organização entre os interessados. Caso os integrantes morem em lugares afastados, reuniões por hangout para discussão de leituras podem ser um bom começo.

Por fim, para ajudar a encontrar outros libertários, o Ideias Radicais criou o Mapa da Liberdade. Ao se cadastrar, você descobre os grupos já existentes, assim como os próximos eventos em sua região.

Também é possível cadastrar o seu grupo e informações para que outras pessoas o conheçam e entrem em contato.

2) Criar uma identidade

Em geral, a identidade se manifesta pelo nome escolhido para o grupo. Ele pode ser, por exemplo, uma homenagem a algum intelectual da liberdade ou fazer alusão ao local onde você reside.

Exemplos:

  • Grupo Domingos Martins, em referência ao ativista político e um dos líderes da Revolução Pernambucana.
  • Clube Farroupilha, em alusão à Revolução Farroupilha (1835-1845).
  • InsperLiber, criado pelos alunos do Instituto Insper, localizado em São Paulo.

Por fim, não esqueça de criar uma identidade visual que combine com o nome escolhido. Caso você não seja muito habilidoso em ferramentas de design mais complexas, como o photoshop, há ferramentas mais simples como o Canva que são bem simples de usar.

3) Criar conexões

A presença dos grupos de estudos nas mídias sociais é fundamental para atrair novos membros e serve como mais uma forma de divulgação das ideias de liberdade.

Então, você deve criar páginas nas redes sociais – sobretudo Facebook e Instagram – com o nome e a logo. Aqui, o objetivo é facilitar a troca de informações entre os integrantes e divulgar as atividades do grupo para o público externo.

Por meio da comunicação digital, o fortalecimento da marca do grupo pode ajudar a atrair mais pessoas para seus eventos e a captar recursos para financiar suas atividades.

Portanto, quando o grupo já possui uma quantidade razoável de membros, divida as tarefas entre eles, deixando, claro, alguém responsável pelo conteúdo e pela manutenção das redes sociais.

4) Plano de atividades dos grupos de estudos

Após as primeiras atividades e algum crescimento, é preciso estruturar um cronograma de acordo com o modelo que desejam trabalhar. Pode ser um debate sobre temas específicos, uma organização de palestras ou até ações solidárias.

O importante é ter foco no planejamento, garantindo a continuidade das atividades, bem como, a frequência e o engajamento dos integrantes. Caso o grupo esteja vinculado – mesmo que não oficialmente – a uma universidade, é importante se atentar aos calendários acadêmicos.

Assim, evita-se conflitos com o público ou a sobrecarga dos integrantes. Por exemplo, marcar um evento em semana de provas finais não é boa ideia.

O segredo aqui é que o planejamento contemple ao menos 3 meses de programação e seja cumprido sem falhas, até o grupo se habituar. Depois, planos maiores podem ser desenvolvidos.

Além disso, o grupo deve se preparar para eventuais imprevistos. Isto é, mudanças de data e local devem ser informadas com antecedência para manter a credibilidade do grupo e a participação efetiva de seus membros.

No cronograma deve haver as datas, os temas a serem abordados e os responsáveis pela condução. Se a principal atividade for a de um clube de leitura, por exemplo, é importante repassar antes o conteúdo que será discutido. Dessa forma, todos os participantes terão tido tempo de ler e poderão contribuir para um debate mais qualificado.

No caso do estudo se tratar de uma obra, ela pode ser dividida em tópicos ou capítulos específicos, garantindo que não fique cansativo para os participantes.

Dica Bônus: Para atrair o público em geral, você pode aproveitar acontecimentos recentes do cenário político como tema de discussão. Por exemplo, um projeto de lei que esteja em tramitação no Congresso.

5) Organizando eventos dos grupos de estudos

Independente do tamanho do evento, a dica para ele ser bem sucedido é planejar com antecedência.

O passo a passo principal é o seguinte:

I. Defina o seu formato

  • Palestra, evento de imersão, um encontro descontraído ou uma ação social.
  • Os eventos possuem formas diferentes para captação de recursos. Saiba mais com esse texto.

II. Escolha o tema do evento e a sua duração

  • Aqui você também deve ser capaz de responder à pergunta: quem será meu público alvo?

III. Escolha a data do evento

  • Ela deve ser funcional tanto para os organizadores quanto para os palestrantes e para o público.
  • Observe se a data não coincidirá com o final do período acadêmico ou com feriados.

IV. Escolha o espaço

  • O principal fator nessa decisão é a estimativa de público.
  • Precisa ser feita com antecedência para a divulgação ser feita por tempo suficiente.

V. Convide os palestrantes

  • O ideal é que estes sejam especialistas sobre o tema que será abordado.

VI. Faça as artes para divulgação

  • É essencial solicitar fotos e um minicurrículo, zelando por uma arte bem feita, com boa resolução e informações claras e objetivas.
  • É importante frisar que tanto eventos gratuitos quanto pagos podem ser criados em plataformas como o Sympla ou similares.

VII. Utilize diferentes canais de comunicação

  • E-mail, gravação de vídeos, publicações nas redes sociais, etc.
  • Ao cadastrar seu evento no site do Ideias Radicais, os contatos do nosso banco que estiverem a 50 km do local receberão um e-mail informativo.
Silviane Sousa

Por:

Head Trainer do Ideias Radicais.

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