Brasil é um dos piores países para se gerar riqueza no mundo

Anualmente, o Banco Mundial divulga o Doing Business, o ranking de facilidade em se fazer negócios do mundo e, consequentemente, de gerar riqueza nos países. Na última edição, divulgada nesta quinta-feira (24), o Brasil caiu da 109ª posição para o 124ª lugar.

Aqui está um resumo do que melhoramos comparativamente e dos aspectos em que o país piorou no que tange a capacidade de gerar riqueza e de incetivo ao empreendedorismo.

Avanços do Brasil no Ranking de Facilidade em se Fazer Negócios

  • A abertura de empresas no Brasil melhorou (de 140º para 138º);
  • Ficou mais fácil obter alvarás de construção (de 175º para 170º);
  • E o registro de propriedades também foi facilitado (de 137º para 133º).

Retrocessos do Brasil no Ranking de Facilidade em se Fazer Negócios

  • Ficou mais difícil obter energia elétrica no país (de 40º para 98º);
  • Houve queda na proteção aos investidores minoritários no Brasil (caímos de 48º para o 61º lugar);
  • A execução de contratos piorou no país (de 48º para 58º);
  • O acesso à crédito também caiu (de 99º para 104º);
  • E pioramos comparativamente no quesito de comércio externo (de 106º para 108º).

Brasil é o país com maior complexidade para se pagar impostos

Na prática, uma empresa no Brasil gasta, em média, 1501 horas apenas para pagar impostos. Não à toa, nenhum outro lugar do mundo registra tamanho manicômio tributário.

Inclusive, as empresas da Bolívia, 2º país com maior complexidade tributária no ranking, gasta um terço a menos do que aqui.

Dessa forma, a consequência é que ao invés de se investir em inovação, competitividade e baratear produtos, é preciso contratar um exército de advogados e contadores, cuja responsabilidade é fazer planejamentos tributários e elisão fiscal. Bem como, calcular a quantidade de tributos que a receita exigirá da empresa.

Assim, o resultado prático é perda de competitividade e afastar investimentos. À exceção de Bolívia, Venezuela e Equador, nenhum outro país sul-americano gasta mais do que 400 horas para se pagar impostos.

Por fim, tramita no Congresso Nacional diferentes propostas de reforma tributária, a fim de atacar essa questão. Porém, segundo o Ministro da Economia Paulo Guedes, o governo deve priorizar neste momento outras questões, como a reforma administrativa.

*Luan Sperandio é Diretor de Conteúdo do Ideias Radicais

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Head de Conteúdo do Ideias Radicais.

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